Durante grande parte da história, as mulheres foram silenciadas e os homens aparecem como protagonistas preservados nos livros das grandes bibliotecas, Ao mesmo tempo que as mulheres buscavam um futuro onde pudessem garantir o direito de conhecer o próprio corpo e de fazer reverberar as suas vozes.
O Patriarcado sempre tentou obter controle das vozes femininas que se fizeram evidentes de diversas maneiras. Foucault afirma que, antes do século XVII, “eram frouxos os códigos da decência e da obscenidade”. Nesse contexto, a exposição das anatomias, assim como o debate dos sexos, era algo normalizado no cotidiano.
A sexualidade feminina era tão inexplorada que, até o século XX, o orgasmo feminino ainda era desconhecido. Nesse período, a medicina e a psicologia começaram a se aprofundar nesse estudo. Apesar disso, as mulheres continuavam a ser ensinadas a não discutir tais assuntos em espaços públicos, limitadas a expô-los, de maneira quase vergonhosa, dentro dos consultórios ginecológicos e psicológicos.
O Tabu sobre a sexualidade da mulher ainda é presente segundo uma pesquisa da Marie Claire em 2018, apenas 36% das mulheres tem orgasmo durante o sexo, para 60% delas, o prazer vai além da penetração vaginal. Enquanto para 74%, a masturbação é o melhor caminho para o orgasmo. O que para muitas o fato de não ter orgasmos é normal. Com o tempo a relação sexual entre o casal torna-se obrigatório, deixando de ser prazeroso e muitas queixam-se de nunca terem sentido prazer.
Com a evolução dos debates acerca desse assunto como o link abaixo e muitas leituras, esse cenário está mudando. O século XXI surge como um momento de importantes transformações para a emancipação da sexualidade feminina. Discussões acerca da pílula anticoncepcional, a escolha da maternidade, direito à masturbação e aos orgasmos múltiplos, assim como a luta pelo aborto são conquistas e avanços que pouco a pouco se consolidam dentro das pautas feministas e da busca pela emancipação da mulher.
Link: https://youtu.be/j423utOWK3Q
Fontes: Marie Claire

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