História do Feminismo no Brasil

 


    feminismo é um movimento que começou a partir do século XIX e atualmente virou um movimento social, político e filosófico, que tem como finalidade propor direitos iguais entre as mulheres através do empoderamento feminino, sem a existência de padrões patriarcais ou impostos pela sociedade. 
    O termo feminismo é oriundo do latim “femina” e significa “mulher”. Por sua vez, o empoderamento feminino é o ato de conceder às mulheres o poder de participação social, garantindo a elas o direito de lutar por seus direitos. 
    Com isso, a ação busca estimular mulheres para participarem de debates públicos e tomarem decisões que sejam importantes para o futuro da sociedade, principalmente nos assuntos que estão relacionados a elas.
    Até meados do século XIX, a mulher era tida como “sexo frágil”, sempre em posição inferior em relação aos homens, pois elas não tinham os mesmos privilégios e acesso aos direitos básicos como: ler, escrever, participar de assuntos políticos e etc. Isso acontece devido ao fato da figura feminina ter sido construída em uma sociedade patriarcal, onde suas atribuições eram restritas aos trabalhos domésticos. 
    Uma sociedade impregnada de preconceitos, na qual, desde cedo, as meninas eram criadas em casa ajudando as mães para que futuramente elas seguissem o mesmo exemplo. Esse foi um período em que muitas mulheres viviam em função de seus maridos e não possuíam nenhuma autonomia para expor suas opiniões, reivindicar seus direitos ou decidir sobre algo.
    No final do século XIX, o primeiro movimento feminista surgiu entre mulheres brancas e de classe média que lutavam por direitos jurídicos e políticos. Elas reivindicavam o direito de voto e  uma vida (trabalho) fora do lar. Elas ainda lutavam pela participação ativa no cenário político e econômico do país, protestavam pelo direito à educação, ao contrato, à propriedade, ao divórcio, à igualdade de salário, etc.
    A francesa Simone Beauvoir foi uma importante representante para o feminismo no final da década de 60 e 70. Ela se tornou uma das maiores teóricas do feminismo moderno, além de filósofa, professora e escritora. Inclusive, ficou popularmente conhecida pela célebre frase publicada em seu livro "O Segundo Sexo” (1949):
"Ninguém nasce mulher, torna-se mulher"
   
    No Brasil, o feminismo surgiu ainda na fase imperial durante a luta pelo direito à educação feminina. Nesse segmento, a escritora Nísia Floresta Augusta é considerada precursora do feminismo brasileiro, pois ela fundou a primeira escola para meninas no Rio Grande do Sul e, posteriormente, na cidade do Rio de Janeiro. 
    No século XIX surgiram os primeiro núcleos em defesa dos ideais feministas em toda a América Latina. No Brasil, o surgimento do movimento estava bastante relacionado com a chegada dos ideiais anarquistas e socialistas que haviam sido trazidos da Europa pelos imigrantes. 
    Ao final dos anos 70, as ações feministas do país aliaram-se aos movimentos de luta e resistência contra a Ditadura Militar no Brasil. Diante disso, ocorreu também uma aproximação com movimentos sociais de negros e homossexuais.
    Dessa forma, o feminismo se espalhou por várias cidades, ganhou espaço na televisão e propôs debates com questões relacionadas à sexualidade feminina, a violência contra a mulher, a equiparação de salários, entre outros.
    Com o tempo, os movimentos feministas trouxeram para o Brasil resultados positivos na luta a favor dos direitos das mulheres. Resultado disso é a Lei Maria da Penha, sancionada durante o governo do presidente Lula em 2006. A Lei prevê a punição para homens que cometem violência contra a mulher. 



Fontes:

Comentários